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Monsenhor Massimo Leoratto morreu na Itália no dia 26/03

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Orizona e a Diocese de Ipameri perderam na madrugada do último dia 26 de março, um dos seus maiores benfeitores: o Mons. Massimo Leoratto, ou simplesmente Padre Massimo. Pe. Massimo, natural da Diocese de Vicenza-Itália, veio para o Brasil em 1968. Trabalhou em diversas Paróquias da Diocese de Ipameri e em 2006 retornou para a Itália, onde veio a falecer.
Seu trabalho foi um importante estímulo para as comunidades por onde passou. Com espírito de associativismo e cooperativismo, implantou diversas cooperativas de trabalhadores por onde passou. Também auxiliou no embrião daquilo que seriam as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs).
Em Orizona, estimulou e apoiou as CEBs, o Centro Social Rural de Orizona, a formação e fortalecimento do Sindicato dos Trabalhadores Rurais e das primeiras associações. Através do Centro Social, nos anos de 1970, desenvolveu ações que viabilizaram a gestão daquela entidade, na época ligada diretamente à Paróquia, para a manutenção do Hospital São Camilo, hoje, Hospital e Maternidade São Pio X.
Segundo o atual diretor do Hospital, Dr. Fernando Dorival Pires, no início da década de 1970, Pe. Massimo o chamou e convidou, juntamente com o Dr. José Mesquita, para trabalhar no ambulatório médico, que na época estava praticamente falido. Foi para Dr. Fernando uma atitude que considerou inusitada: um padre e uma entidade ligada à Igreja querendo atuar na área da saúde.
Pe. Massimo buscou recursos financeiros e enfermeiros na Europa e investiu no ambulatório médico. Eram equipamentos de ponta, que ainda são usados em parte hoje no hospital. Anos depois, o padre chamou o mesmo médico, pedindo que junto com os colegas montasse uma empresa que viesse a gerir o hospital, que a partir dali mudou para o nome que ainda é mantido.
Massimo chegou na Paróquia de Orizona na mesma época que Pe. Cláudio, também muito dinâmico. A partir daí, abriu as portas para vários missionários italianos que continuaram aquele trabalho tranformador até o final da década de 1980, entre eles, Giuseppe (José), Vittorio e Rosino.
A Prefeitura de Orizona divulgou nota de pesar pelo falecimento do mesmo, assinada pelo prefeito Felipe Dias, nota essa que foi encaminhada à Paróquia Nossa Senhora da Piedade e à Diocese de Ipameri. Leia abaixo a nota de pesar:

"A Prefeitura Municipal de Orizona recebe a notícia do falecimento e Pe Massimo com pesar e ao tempo com a certeza que sua passagem ao encontro definitivo com Deus é coroado de glórias.
O município de Orizona teve a grata satisfação de receber este missionário italiano nos idos de 1968, logo após a realização do Concílio Vaticano II de onde veio a novidade das CEBs - Comunidades Eclesiais de Base. Foi essa convicção que fez padre Massimo iniciar seu trabalho neste município. Ele conseguiu criar uma célula das CEBs em 70 localidades no meio rural. Uma proposta que transformava um simples fiel em protagonista do Evangelho e um lutador pela cidadania. Aos coordenadores desses grupos eclesiais deu-se o nome de dirigentes.
A partir desta experiência exitosa, iniciou também um processo de organização social de nossas comunidades rurais. Das comunidades nasceram associações de pequenos produtores, sobretudo no final da década de 1980, experiência que resultou na criação da Central de Associações e logo depois na cooperativa de produção e cooperativa de crédito.
Orizona lembra com saudades dos feitos de Pe. Massimo e reconhece nele uma grande força evangelizadora capaz de impulsionar o desenvolvimento social, econômico e cultural em nosso município. Merece destaque a criação dos centros comunitários nas mais longínquas localidades onde o povo pudesse reunir aos domingos para refletir a fé e a vida. Como dizia Pe. Massimo: 'um novo jeito de toda a Igreja ser - gente que se faz gente na Igreja e na sociedade'.
Que o Deus da vida nos ajude a enxugar as lágrimas de seus familiares e de todos que aprenderam a admirar esse grande missionário".

Bariani: "Marreco voou nos passos da catira"

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Mesmo não registrando como deveria, queremos em tempo dedicar espaço em nome da memória de José Onofre Leite, o Marreco, que foi por anos companheiro de música e arte  do nosso colaborador Francisco Ricardo de Souza, o Marrequinho. Marreco nos deixou no dia 25 de janeiro passado. Publicamos abaixo uma crônica de memórias de autoria do notável Bariani Ortêncio, um grande apoiador da dupla Marreco e Marrequinho e de centenas de artistas da música sertaneja goiana. O texto original foi publicado na edição do dia 16/02/2013, no jornal O Popular:

"Nas rodas do cancioneiro sertanejo goiano, quem houve o nome de José Onofre Leite talvez não saiba de quem se trata, mas em se falando de Marreco, não há quem não o conhecesse. Bom violeiro, cantador de modas, tirador de folias e colecionador de recortados de catira.
Nascido na antiga Curralinhos, que à época já era Itaberaí, fui seu padrinho de casamento, onde se deu uma grande festa folclórica, com folias e catiras, na hoje Itauçu, que também já foi Catingueiro Grande e Cruzeiro do Sul.
Comandou folias e catiras das regiões de Itaberaí, Mossâmedes e Americano do Brasil. Desde a década de 1960 viajamos juntos levando grupos de catira e folias até em Porto Alegre.
“Garoto de recado” do político Iris Rezende Machado, acompanhou-o quase que pela vida toda, aposentando-se como segurança na Assembleia Legislativa, onde também atuou o pioneiro da música sertaneja em Goiás, e meu compadre, já falecido, Zé Micuim, pseudônimo de Jorge Batista Ribeiro (outra incógnita), que se aposentou pelos Correios e Telégrafos.
rofessor em colégios, ensinando catira, principalmente na Semana do Folclore (16 a 22 de agosto). Criador de um passo elegante, puxado pra trás, como nas danças do Charles Chaplin e Michael Jackson, que ele, talvez, nem conheceu.
Um dos mais pródigos compositores e cantadores sertanejos aqui do nosso Goiás (guarânia Pranto do Adeus), Francisco Ricardo de Souza, que também quase ninguém sabe quem é, mas se falar em Marrequinho... (o menino de Orizona). Adquiriu o famoso nome artístico fazendo dupla com ele – Marreco e Marrequinho.
As primeiras gravações comerciais acontecidas em Goiás foram realizadas pelo Bazar Paulistinha, com exceção da dupla Marreco e Marrequinho, que gravou 3 discos 78 RPM na RCA Victor, em São Paulo.
Marreco sempre passava por aqui, em casa, tomava a bênção e uma “martelada” da Vale do Cedro, soltando fumaça do indefectível “palheiro”, que se esmerava no capricho da sua pacienciosa “fazeção”.
Vamos mostrar as suas duas únicas composições musicais gravadas e alguns dos seus principais recortados:
Tempo de Carreiro (Cururu), gravada com Marrequinho em disco RCA em 1957. Ainda te Quero (guarânia) gravada pelas Irmãs Rocha, em 1958.
Recortados:
“Eu mais minha muié
Fizemo combinação
Eu vô no pagode ela não vai não
No sábado passado fui ela ficô
No sábado que vem ela fica eu vô”
O seu último recortado, composto recentemente:
“A viola me conhece
Foi na minha flor de idade
As coisas que aconteceram
Nem tudo é felicidade
O dia em que eu for embora
Levando a minha viola
Vocês vão sentir saudades”
Nasceu em 5 de setembro de 1931 e se foi em 25 de janeiro deste ano.
Macktub!"

Foto: Divulgação.

Bodas de Vinho (70 Anos de Matrimônio) de Manoel Ribeiro e Iracema

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No próximo sábado, dia 19 de janeiro, a Família ARO – Aquino/ Ribeiro/ Oliveira celebra os 70 Anos de Casamento dos seus genitores: Manoel Ribeiro de Oliveira e Iracema de Aquino Ribeiro. Em 1943, enquanto o Mundo assistia aos horrores da Segunda Guerra Mundial, um casal apaixonado e diferente dos casais daquela época, dizia o SIM, um ao outro, de AMOR ETERNO. 
O Casamento foi celebrado na Residência do Sr. Pedro Morais (irmão da noiva) na Fazenda Pontinhas, Campo Formoso-GO (hoje, Orizona), em 16 de Janeiro de 1943, pelo Padre Aníbal Ruppi. Mas aquele não era casal como outros de sua época, que casavam “arranjados” pelos pais. Manoel e Iracema uniram-se no AMOR e transmitiram esse amor para a sua numerosa família que tinha início naquele dia. Foram 10 Filhos (7 homens e 3 mulheres), 7 Noras, 2 Genros, 37 Netos e Netas e 23 Bisnetos e Bisnetas. Todos estes criados no exemplo de AMOR e FÉ herdados do casal.
A casa de Manoel e Iracema sempre esteve e está de portas abertas ao acolhimento, sem nenhuma distinção de credo, cor e condição social. Ninguém sai de lá de mãos vazias. A partilha e a doação são marcas forte do casal. Manoel Ribeiro esteve por muitos anos a serviço da Igreja Católica de Orizona e do Centro Social Rural de Orizona, que inúmeros benefícios concedeu ao município (Hospital, Creche, Lavoura Comunitária, Mapeamento do Loteamento Cidade de Orizona, entre tantos outros). Enquanto isso, Iracema cuidava do lar e da criação e educação dos filhos. 
Celebrar 70 ANOS DE MATRIMÔNIO é mais que agradecer a Deus por conceder tanto tempo juntos, mas é também reafirmar que “O que Deus une pelo Amor, o homem não é capaz de separar!”. Somente o verdadeiro amor é capaz de superar a dor, as dificuldades, as provações e limitações humanas e nunca deixar de estampar um sorriso doce nos lábios. 
Portanto, a Família ARO – Aquino/ Ribeiro/ Oliveira têm enorme satisfação em lhe convidar para celebrar conosco as BODAS DE VINHO – 70 ANOS DE CASAMENTO de MANOEL e IRACEMA. A Celebração, que será realizada por Dom Antônio Ribeiro de Oliveira, irmão de Manoel, acontecerá no dia 19 de Janeiro de 2013, às 10:30h, na Igreja Matriz Nossa Senhora da Piedade, Orizona-GO.

* Texto por Eugênio Aquino. Imagem: Divulgação/ Acervo da Família. Todos os direitos reservados.

"Solidário Mestre da Vida", parabéns pelos seus 90 Anos de Caminhada!

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Nesta segunda-feira, 31 de dezembro de 2012, o frade dominicano Dom Tomás Balduíno completa 90 anos de idade. Durante todo o ano de 2012, Dom Tomás foi homenageado por conta de sua trajetória, quando foram realizadas celebrações, seminários, encontros, premiações e publicações em memória da sua contribuição em diversos espaços de luta e setores da Igreja.
Dom Tomás, que é natural de Posse-GO, é reconhecido como um profeta, um homem de práxis, que articula com autenticidade a palavra e a ação, não cedendo a nem um poder, seja o econômico, o político ou o eclesiástico. Esta afirmação é de Ivo Poletto, organizador do livro "Solidário Mestre da Vida: Celebrando 90 Anos de Dom Tomás Bauduíno"(Paulinas), que tem a colaboração de outras pessoas que participaram da sua trajetória, entre elas, Carlos Brandão, Frei Betto, Marcelo Barros, Maria Salete Pereira, João Pedro Stédile, Nancy Cardoso Pereira, Paulo Suess, Dom Pedro Casaldáliga e Sebastião Donizete de Carvalho.
Seja no trabalho de pastoral na paróquia de Conceição do Araguaia-PA, na prelazia de São Félix do Araguaia-MT ou como bispo titular na Diocese de Goiás-GO, Tomás sempre preservou o seu carisma e foi fiel aos pobres, aos camponeses, trabalhadores rurais sem-terra, aos índios, enfim, a todos e todas que clamam por uma justiça plena.
Como bispo da Diocese de Goiás, buscou seguir com muita coerência o que foi discutido e deliberado no Concílio Vaticano II e garantiu o espaço do povo em todas as instâncias da Igreja Particular de Goiás. Já no seu discurso de posse, em novembro de 1967, deixou bem claro a que veio:

"O concílio nos revelou, pelo Espírito Santo, que a Igreja é apostólica porque ela é encarnada, não Igreja alienada, não uma Igreja que precede da Europa, ou de outros países adiantados e procura nos civilizar e nos europeizar, se assim posso dizer. Mas uma Igreja que, deixando tudo, procura se enraizar no meio do seu povo e se fazer fraca com os fracos, pobre com os pobres, pecadora com os pecadores, conforme o Cristo, segundo a palavra de São Paulo, que se fez até pecado, por carregar sobre si aquilo que deveria pesar sobre todos nós. Enraizada, encarnada é a Igreja presente porque sua encarnação se faz no tempo e se faz no espaço. Faz-se no tempo presente. Igreja de agora. Não podemos falar de Igreja saudosista, por mais que isso agrade ao coração. Seria uma traição à sua apostolicidade se ela estivesse de costas para o presente, contemplando o passado, porque a Igreja sabe que este presente é frutificação do passado. É sobretudo frutificação da onipresença de Deus. É Igreja que encarna a hora atual, que sabe ter olhos para os nossos problemas.
(...)
Igreja que optou, sobretudo, pela fé. Isso é que acho formidável, meus irmãos. Que a Igreja opte, assim, de uma maneira solene, pela fé. Muitos gostariam que ela optasse pela religião. Ela disse não! Pela fé! Pela fé! De nada adiantariam nossos cultos, as nossas cerimônias, as nossas litanias, as nossas celebrações tradicionais, se não fossem motivadas por aquela sementinha capaz de arrebentar o chão e se tornar uma árvore frondosa - a semente da nossa fé. O que nos liberta é a fé. É essa a palavra da Igreja na hora atual".


Através do protagonismo dos leigos, dos estudos bíblicos, dos Grupos de Evangelho (semelhantes às nossas CEBs - Comunidades Eclesiais de Base), o povo da Diocese de Goiás conseguiu inclusive ser protagonista e intervir em seu meio. Quantas e quantas lideranças surgiram dali e se tornaram referência teórica e de caminhada em nossa Igreja! Da liderança, da coerência e do espírito democrático de Tomás, juntamente com seus pares, veio a partir da década de 1970, o CIMI - Conselho Indigenista Missionário e a CPT - Comissão Pastoral da Terra.  Nesse período se concebeu e surgiu a Teologia da Libertação, que Tomás praticou em sua Igreja Particular (diocese), difundindo-se para outros espaços de evangelização.
Em Orizona, na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, principalmente a partir da chegada dos padres italianos Máximo e Cláudio, também embebidos das reformas do Concílio Vaticano II e aquecidos pela força da nova forma de se fazer Igreja, que surgiu na América Latina após a II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano de Medelín (1968), muita coisa interessante começou a acontecer no meio do povo cristão de confissão Católica.
As CEBs surgiram às dezenas em nosso Município. Principalmente no meio rural, essas comunidade provocaram uma transformação impar, com importantes consequências para o meio. Muitas lideranças, pessoas do meio do povo, pouco "letradas", começaram a propagar um novo jeito de ser cristão, com os pés na realidade. Desse novo jeito de ser Igreja, vieram em Orizona a articulação de importantes organizações sociais, como os Sindicatos, as Associações de Pequenos Agricultores e Cooperativas. Se hoje o Município possui um capital social forte, é principalmente graças a esse espírito de Igreja solidária que se fortaleceu em nosso meio.
Nasci e cresci em meio a uma dessas comunidades, talvez uma das mais marcantes que surgiram no Município: a Comunidade da Estiva de Cima, região de Firmeza. Os jovens da comunidade já nasciam e começavam logo cedo a sua formação dentro daquela lógica de ser Igreja do Povo de Deus.
Lembro ainda hoje do meu encantamento com a sabedoria daqueles homens e mulheres que dirigiam a comunidade: Sr. Jovando, Tio Venerando, Tia Rita, Vovô Antônio de Lima, Vovô Catarina, entre tantos outros. Os jovens daquela comunidade não tinham tempo a perder. Começávamos na catequese por volta dos dois anos, onde participávamos da Iniciação, da preparação para a Primeira Eucaristia, para a Crisma, do grupo de Adolescentes e do Grupo de Jovens. Junto a isso, a escola, o trabalho junto com a família e a comunidade. Tenho certeza que esta rotina fez diferença para todos nós que nascemos e crescemos naquele ambiente.
Esta forma de Igreja, defendida por Tomás, passou a ser desarticulada a partir da primeira metade dos anos de 1990, por determinação do Vaticano. Aquela Nova Igreja ameaçava os interesses de muita gente importante, inclusive de governos. O papa João Paulo II determinou um acompanhamento mais de perto dos seminários (onde se formavam os novos sacerdotes) e passou a ser mais criterioso na nomeação dos bispos.
Em nossa Diocese de Ipameri, dizem o bispo da época foi orientado sobre o propósito de desarticular as comunidades. Com a saída dos padres italianos e a chegada de um novo administrador em nossa paróquia, essa deliberação passou a ser sentida com mais clareza. A maioria das comunidades foram se perdendo a partir dali, se enfraquecendo e hoje, quando chegamos à Igreja Templo e ouvimos a homilia, sentimos o quanto esta Igreja de hoje é diferente daquela do final do século passado.
Comecei a ouvir falar de Dom Tomás ainda em minha infância, em nosso meio. O bispo era naquela ocasião, uma referência para a nossa comunidade. Ouvíamos falar dele principalmente nos encontros de preparação para as Romarias da Terra do Estado de Goiás, que a comunidade participava em peso. Sempre após cada romaria, traziam notícias e compartilhavam seus discursos. Também fui em algumas e percebi aquela força que vinha de seus gestos e de sua boca.
Quando atuei como agente de pastoral na CPT - Goiás, o conheci mais de perto e também o seu legado, presentes em tantos agentes de pastoral, tem tantos trabalhadores e trabalhadoras rurais e em tantas lutas. Mas como geralmente sou uma pessoa tímida e reservada, pessoalmente não aproximei muito de Tomás.
Um fato recente me marcou muito a respeito do bispo. Nos dias 17 e 18 de novembro deste ano, participei com minha família em Goiânia do 23º Encontro anual da Comissão Dominicana de Justiça e Paz do Brasil. Dom Tomás não estava presente em quase todo o encontro porque participava de um encontro dos bispos do Centro-Oeste, na cidade de Uruaçu-GO, a cerca de 300 Km da capital de Goiás.
No encerramento do Encontro da Comissão Dominicana, enquanto frei Marcos Belei presidia a celebração eucarística, Tomás chegou só, dirigindo o seu veículo, vindo de Uruaçu. Isso pareceria normal, mas nos deixa pensativos quando se trata de um senhor de 90 anos de idade. A sua saúde é tanta que ainda houve tempo de ser homenageado, passar por uma extensa "tietagem" e ainda fazer um pequeno pronunciamento.
Que o seu exemplo nos inspire cada vez mais, Dom Tomás. Parabéns pelos seus 90 anos de respostas a tantas inquietudes e esperanças, de constatação de que "outra Igreja é possível", conforme disse seu amigo e companheiro de caminhada, Dom Pedro Casaldáliga.



* Texto por Anselmo Di Lima. Imagens: Anselmo Di Lima e Divulgação/PSol. Todos os direitos reservados.

José Geraldo da Silva dá nome a Centro de Apoio da Agricultura Familiar em Gameleira de Goiás

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O saudoso médico-veterinário do escritório local da Emater de Orizona, José Geraldo da Silva, foi homenageado neste sábado, 14 de dezembro, em um empreendimento viabilizado pelo Território Rural da Estrada de Ferro. José Geraldo deu nome ao Centro de Apoio a Agricultura Familiar da Estrada de Ferro, localizado na cidade de Gameleira de Goiás.
A obra foi construída com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário e gerido pela Prefeitura da cidade. O governador de Goiás, Marconi Perillo, participou do ato, assim com o prefeito Fernando Borges dos Santos e a família de José Geraldo, que recebeu diversas homenagens pela atuação do brilhante profissional, que deixou marcas de seu trabalho por todo o Estado de Goiás. Estiveram presentes no ato a esposa Sara e as filhas Marinês e Juliana Soares e Silva. Amigos como João Bosco Umbelino dos Santos também estiveram presentes e prestigiaram o evento.
Uma das homenagens foi feita pela empresa Corumbá Concessões, que entregou uma placa à família de José Geraldo contendo uma foto do mesmo e o poema "O Cântico da Terra", de Cora Coralina. José Geraldo morreu em 9 de setembro de 2011.

Nascido em Campos Alto-MG, em 14 de novembro de 1950, José Geraldo formou-se em Técnico Agrícola em 1971, em Bambuí, Minas Gerais, e logo se mudou para Goiás para trabalhar com extensão agrícola pela Emater. Ingressou na Universidade Federal de Goiás e formou-se em Medicina Veterinária em 1977. A partir daí começou a desenvolver um trabalho de extensão agrícola voltado para a organização da pequena propriedade e com especificação na produção de volumoso de qualidade para consumo animal.
Em 1998, Zé Geraldo, como é conhecido, começou um trabalho com teste de cultivares de milho para utilização de silagem e adubação alternativa para a cultura em pequenas áreas. Desde então, já experimentou mais de 50 variedades de híbridos diferentes de milho. Recentemente realizou ensaios, em vários municípios em Goiás, com mais 30 híbridos de diferentes empresas. A pecuária leiteira deve muito a Zé Geraldo, tendo contribuído para o fomento das diversas raças dentro do perfil dos “índices de produtividade”.


* Texto por Anselmo Di Lima. Imagens: EFAORI/ Juliana Soares/ Facebook. Todos os direitos reservados.

Apresentador Hamilton Carneiro grava Programa em homenagem a Marrequinho em Orizona

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O apresentador do programa "Frutos da Terra", da TV Anhanguera, Hamilton Carneiro, esteve na tarde desta quinta-feira, 01 de novembro, em Orizona, gravando programa especial em homenagem ao cantor e compositor natural do município, Francisco Ricardo de Souza, o Marrequinho.
Estiveram presentes o próprio Hamilton e alguns artistas que interpretaram musicas da autoria de Marrequinho, inclusive a composição "Campo Formoso'' interpretada por Mozart e Mozair. O cantor Chico Jr, filho de Marrequinho, juntamente com Fabrício Pires, cantou uma das composições de seu pai.
Marrequinho foi entrevistado por Hamilton da janela do antigo casarão do Sr. Otávio Pereira, na Rua Joaquim Marçal, na praça José Pereira dos Santos, a Pracinha dos Ipês, na saída para o Buritizinho. O compositor falou de suas memórias do curto período de tempo que viveu em Orizona, antiga Campo Formoso, e da sua trajetória na música sertaneja, que gerou grande influência para o estilo musical.
Marrequinho iniciou suas atividades artísticas aproximadamente em 1956. Sua carreira foi edificada com mais de 300 composições gravadas por grandes nomes da música sertaneja. Dentre elas, Pranto do Adeus, Três Noites, Endereço da Felicidade. Um dos feitos mais recentes de Marrequinho é um livro sobre a história da música sertaneja goiana intitulado "Marrequinho - O Menino de Campo Formoso".
No período da manhã, outra parte do programa foi gravado em Goiânia e teve a participação da dupla Di Paullo e Paulino e do cantor Pádua. O programa vai ao ar no sábado, dia 17 de novembro, às 8:35 horas da manhã, pela TV Anhanguera.

* Texto e imagem por Anselmo di Lima. Todos os direitos reservados.

Dona Inês escreve texto em agradecimento ao prefeito Felipe Dias

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A escritora orizonense Inês Maria de Castro, de 82 anos, escreveu uma mensagem em agradecimento ao prefeito Felipe Dias (PMDB) pela contribuição dada neste mandato que está se encerrando e que gera expectativas para uma novo mandato. Leia abaixo o texto escrito por Dona Inês: 

"Felipe, muito obrigado pelo seu trabalho, juntamente com o vice-prefeito e todos os vereadores e todas as pessoas que trabalharam ao seu lado, em uma convivência muito bonita, mostrando que a paz é uma coisa muito importante neste trabalho e que a união faz a força.
Nós não podemos esquecer das faxineiras, dos lixeiros, que cuidaram da limpeza de nossa cidade. Não podemos esquecer também do cuidado dos agentes de saúde e de outros funcionários da Prefeitura. 
Que Deus proteja vocês em todo lugar que estiverem, buscando cada vez mais união, porque unidos seremos pessoas de bem. O trabalho com honestidade é sagrado. 
Foram tantas coisas feitas nestes quatro anos e que no ano vindouro as pessoas que forem trabalhar para a nossa querida cidade e município, continuem dando este presente que Orizona ganhou e que deixou as pessoas felizes.
É um trabalho que exige muita paciência, já que tem que buscar recursos com outras pessoas fora, em outros órgãos, com muitas dificuldades. Muitas dessas pessoas não sabem as necessidades que Orizona tem para ter melhorias. 
Não de uma vez só que Orizona vai ganhar mais conforto, como necessitamos, porque ela está crescendo de uma forma tranqüila, avançando com a chegada de indústrias, aumentando os moradores. Aí então necessitaremos de mais conforto no hospital para não ser preciso ir para Goiânia tratar, porque a doença pega a gente geralmente sem dinheiro suficiente. 

Obrigado por tudo. Um abraço! 

Inês Maria de Castro"

* Texto organizado por Anselmo di Lima. Imagem: Anselmo di Lima. Todos os direitos reservados.

Entrevista a integrantes da banda orizonense Projeto Desesperados

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A banda de jovens orizonenses, radicada em Goiânia, Projeto Desesperados (ex GO-010), divulgou nesta semana, nas redes sociais, o seu primeiro videoclipe. A música escolhida para a produção, feita em parceria com a turma de Audio Visual da UEG de Goiânia, foi "Problema". Componentes da banda e amigos, inclusive alguns de longa data da cidade de Orizona estrelaram a produção.
O blog Orizona em Foco entrevistou os vocalistas e guitarristas Lucas Ribeiro Almeida e Oseas Freitas, componentes do grupo, que atualmente é formada também pelo amigo e talentoso Vinicius Paiva.
As perguntas foram enviadas e também respondidas pelo chat da rede social Facebook. Confira esta entrevista abaixo e no final, como ficou o videoclipe "Problema", de Projeto Desesperados.

Orizona em Foco: O que é Projeto Desesperados?
Lucas Ribeiro Almeida: O Projeto surgiu de uma vontade desesperada nossa de mostrar as nossas músicas, visto que como nós três mudamos definitivamente para Goiânia-GO, ficou muito difícil de encontrar em Orizona para ensaiar com a GO-010. Separamos algumas de nossas músicas que a gente já tocava antes, fizemos outras, começamos a gravar em casa, voz e violão e então divulgamos na internet. Projeto e Desespero são paradoxos, não existe um projeto quando se está desesperado, você faz tudo “na doida”, a gente veio pra mostrar o contrário, podemos fazer um projeto muito bacana mesmo no desespero. 

OF: Quem são os componentes da banda?
Lucas: Vinícius (Baixo), Lucas Baiano (Guitarras e Vocal), Oseas Freitas (Violão e Vocal), estamos à procura de um baterista, se você souber de algum disponível, fala ai pra gente. rs. 

OF: Quais são as principais influências musicais?
Lucas: Rock Nacional de maneira geral de 60 a 2000, principalmente Raul Seixas, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaii e Los Hermanos. 

OF: A que público o Projeto Desesperados quer atingir?
Lucas: Boa pergunta, eu (Lucas) quero que os meus amigos gostem do som que a gente tem feito e assim que os amigos desses meus amigos também. 

OF: Como foi produzir o videoclipe "Problema"? Quem participou da produção?
Lucas: Foi uma sensação incrível em meios a vários ‘problemas’ no decorrer do processo, experiências que nunca tivemos antes. Algumas coisas a gente já imaginava como iria ser, mas aconteceram de forma bem diferente, foi uma série de surpresas boas, alguns improvisos para dar jus ao nome “Projeto Desesperados” e também à música gravada. A produção foi em parceria com a turma de Audio Visual da UEG de Goiânia - Unidade Laranjeiras, que precisavam de um clipe para um trabalho de disciplina de Produção 2.
Na primeira semana ensaiamos e gravamos a música no estúdio, concluída a etapa de gravação partimos pra parte de produção do clipe, onde contamos com as parcerias tanto do local fornecido para filmagem (Taberna do Ogro) e das participações de vários amigos no elenco. 


OF: O grupo pretende gravar um disco em breve?
Lucas: Este sempre foi nosso objetivo, mas isso ainda é uma dúvida. Nossa certeza é que pretendemos gravar em estúdio mais 4 músicas e quem sabe fazer dessa reunião de músicas um EP. 

OF: Que leitura você faz da cena independente em Goiânia?
Lucas: A cena independente de Goiânia é muito rica culturalmente, principalmente no espaço musical, de domingo a domingo tem uma programação intensa, tem casas como Diablo Pub, Metropolis, Bolshoi Pub entre outras que são referências. Várias bandas de Goiânia tem se destacado na cena alternativa nacional e internacional como Black DrawingChalks, Gloom e Cambriana, além dos nossos amigos Ultravespa que tem feito um som responsa. Nossa proposta é um pouco diferente do que tem se tem ouvido aqui em Goiânia, é preciso resgatar o Rock Pop, trazer de volta a qualidade de letras, um som um pouco mais ácido.

OF: Há espaço para crescer em cidades do interior como Orizona?
Lucas: Sempre há espaço, precisamos é de bons projetos culturais para os interiores, não só em Orizona e promover cada vez mais eventos onde o rock seja o foco principal. Tanto no interior quanto na capital existem muitas bandas sedentas por espaço e também existe muita gente sedenta por boa música! Viva o Rock’n Roll!




FICHA TÉCNICA:

Artista: Projeto Desesperados
Música: Problema
Ano: 2012
Direção: Débora Corrêa
Produção executiva e edição: Micael Vieira
Produção: Kássia Oliveira, Vanessa Perotoni e Lidianne Porto
Arte: Kellen Caroline
Agradecimentos: Audiovisual UEG, Taberna do Ogro, Matheus Medeiros, Gabriel Newton e todos os que trabalharam na figuração

Obs.: Trabalho desenvolvido para a matéria de Produção II do curso de Comunicação Social - Audiovisual da Universidade Estadual de Goiás, sob orientação da professora Thaís Oliveira.

* Entrevista realizada por Anselmo di Lima a Lucas R. Almeida pelo chat do Facebook no dia 26/10/2012. Imagens: Anselmo di Lima e Lidianne Porto. Todos os direitos reservados.

Marrequinho: "Homenagem à ORIZONA, minha terra natal"

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Por ocasião dos 162 anos de Orizona, ainda em tempo, publicamos o poema/ música "Berço da Minha Infância", de Marrequinho e Campeão:

(Homenagem à ORIZONA minha terra natal)

Quisera eu ser um compositor perfeito, que não tivesse defeito nem me faltasse instrução
Para prestar uma grandiosa homenagem, numa sublime mensagem ao meu amado rincão
CAMPO FORMOSO testemunha dos meus sonhos e dos projetos risonhos da minha alma criança
Saudoso berço do meu distante passado quando vivi embalado por uma doce esperança. 

Quisera eu ouvir os sinos da Capela, a igrejinha amarela na sua praça central
Ver o coreto onde a bandinha tocava e as procissões que passavam pela Rua principal
A velha estrada que leva ao seu Campo Santo foi molhada por meu pranto n’um tempo que longe vai
Pois num jazigo daquele lugar sagrado é onde está sepultado meu velho querido pai. 

Sinto saudade de suas matas verdejantes, das campinas murmurantes e do calmo ribeirão
Sinto saudade até das águas que caiam do açude que fazia um constante barulhão
Vive comigo uma saudade torturante do meu tempo de estudante no velho Grupo Escolar
Linda ORIZONA dos arvoredos frondosos, dos velhos tempos saudosos que jamais irão voltar.


* Publicação autorizada por Francisco Ricardo de Souza. Imagem: Acervo Pessoal. Todos os direitos reservados.

Orizonenses não se classificam no concurso "Menina Fantástica"

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Para quem estava torcendo para Rayane Lopes Martins e Deborah Helou no concurso "Menina Fantástica", do programa Fantástico da Rede Globo, não foi desta vez que as mesmas se classificaram para as semifinais. Na seletiva estadual realizada neste sábado, 1º de setembro, em Goiânia, apenas três das quinze concorrentes se classificaram.
Renata Guerra, 16 anos, Carol Viana, 17 anos e Yohãnna Trindade, 20 anos foram as escolhidas. Mesmo assim, a gente parabeniza as representantes de nossa querida Orizona e torce para que tenham muito sucesso e uma carreira promissora.
Afinal, mesmo não classificando para a próxima etapa do concurso, as mesmas terão um contrato com a Agência Mega Model Brasil. Além disso, é importante ressaltar que foram 15 classificadas a partir de um universo de cerca de 12 mil inscritas somente no Estado de Goiás.

* Texto por Anselmo de Lima. Imagem: Fantástico/ Rede Globo e Divulgação/Facebook. Todos os direitos reservados.

Karyton Santos irá narrar no Rodeio Júnior de Barretos deste ano

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Dois locutores goianos foram classificados para narrar o Rodeio Júnior em Barretos neste ano. No meio de 30 narradores, entre mineiros, paulistas e paranaenses, os únicos goianos que estavam no curso foram selecionados: Nathan Goiano de Porangatu e Karyton Santos, de Pires do Rio. O concurso foi uma promoção da Rádio Ibis Sertaneja.
Karyton, da Rádio Líder FM de Pires do Rio, atuou como locutor entre os anos de 2009 e 2010, na Rádio Orizona FM. Parabéns, garoto!

* Texto por Anselmo de Lima. Imagem: Karyton Santos. Todos os direitos reservados.

Em vídeo histórico, Benedito Silva fala da construção da Estrada de Ferro

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No vídeo abaixo, o notável orizonense, Benedito Silva, fala sobre o processo de construção da Estrada de Ferro no município de Orizona e Vianópolis. Neste ano, comemora-se o centenário do início da construção da estrada de ferro no Estado de Goiás.
O vídeo histórico é um trecho do documentário "Terra Caiapó", de Lisa França, e mostra imagens de uma Orizona que tinha inclusive o sobradinho do Sr. Olímpio Pereira, onde hoje está instalado o Mini Box Boca de Lobo.
Benedito Silva nasceu em Campo Formoso, hoje Orizona, no dia 3 de abril de 1905, filho de Minervino Silva e de Maria Jerônima Silva e faleceu no Rio de Janeiro, no dia 6 de fevereiro de 2000. De família de parcos recursos financeiros, frequentou as primeiras aulas, em sua terra natal, contando na época mais de 10 anos de idade.
Em 1932, foi designado diretor geral do Interior de Goiás, ano seguinte, diretor da Secretaria do IBGE e, em 1937, diretor da Divisão de Publicidade do Serviço Nacional de Recenseamento. Em 1939, bacharel em Ciências Sociais, pela American University de Washington, nos Estados Unidos.
Retorna ao Brasil e é nomeado, em 1941, diretor da Divisão da Receita da Comissão de Orçamento da Receita Federal e passa a residir no Rio de Janeiro. Em 1945, nomeado diretor da Divisão de Aperfeiçoamento da DASP. Ingressa, no Rio de Janeiro, na Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e foi diretor do Instituto de Documentação da referida fundação, e redator principal de O Correio da Unesco, edição brasileira.
Por muitos anos, foi designado para trabalhar nas Nações Unidas, exercendo a assessoria do Secretário para Assuntos Administrativos; vice-diretor da Divisão de Finanças Públicas e assessor do Departamento de Assistência Técnica da Unesco. Pertenceu ao Pen Clube do Brasil, à Academia Brasileira de Ciências da Administração e à Associação Goiana de Imprensa.
Publicou a Era do Administrador Profissional; Administração Civil na Mobilização Pública; Taylor e Fayol; Uma teoria geral do planejamento; Vocabulário Administrativo (português, inglês e espanhol); A reforma do Ministério da Fazenda e sua metodologia; Origem e evolução dos escritores; Da documentação à informação: Editoração hoje; O impacto de Goiânia. Ainda traduziu as seguintes obras de Pedro Muños Amato: Introdução à Administração Pública; Introdução à teoria geral de administração pública e Orçamentos e planejamentos.
A Biblioteca Municipal Benedito Silva, localizada no antigo Fórum, na Praça do Lazer, além de homenagear o notável, apresenta um rico acervo sobre a sua biografia.

* Com informações da Academia Goiana de Letras. Todos os direitos reservados.

Acervo escondido de Tonico e Tinoco contém Título de Cidadania Orizonense

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Desconhecido por muitos, um importante acervo da dupla sertaneja Tonico & Tinoco está guardado em um depósito do Arquivo Histórico Municipal de Guarulhos, na Grande São Paulo, à espera de condições para voltar a ser exposto. São chapéus e calças coloridas usados pelos artistas em suas apresentações, folders de antigos shows (muitos deles em circos), discos, revistinhas com letras de músicas, certificados (como o que lhes confere o TÍTULO DE CIDADÃO DE ORIZONA-GO), troféus e fotos históricas.
O material foi doado a Guarulhos ainda nos anos 1970. "Em gratidão pelo fato de a dupla fazer várias apresentações na cidade e ter criado vínculos afetivos com violeiros daqui", explica a diretora do Arquivo, Maria Zélia de Brito Souza. "Eles sempre tocavam na Festa em Louvor a Nossa Senhora de Bonsucesso, todos os anos."
Do início dos anos 1980 até o ano 2000, as peças ficaram expostas no Museu Histórico de Guarulhos, em uma sala dedicada à música de raiz. Então, por causa de pendências judiciais, o museu precisou mudar de endereço, para um prédio menor. Nessa época, a coleção sertaneja deixou de ficar exposta e o material daquela que por muitos é considerada a mais importante dupla sertaneja brasileira acabou sendo levada para o Arquivo Histórico. "Todas as peças que não puderam estar em exposição estão sob a guarda técnica do Arquivo", explica Maria Zélia.
Na manhã do dia 8, a reportagem esteve na instituição, solicitou informações sobre o acervo e pediu para conferir o material. Funcionários do Arquivo então trouxeram cinco panfletos, cinco fotos, um pôster autografado pela dupla, dois livrinhos de moda de viola e um certificado - uma pequena parte da coleção.
"O restante você não poderá ver hoje porque precisamos arrumar, tirar a poeira", afirmou a diretora do Arquivo, emendando em seguida. "Quer dizer, precisamos verificar se tem poeira." Só ontem o material completo foi exibido. Por e-mail, a diretoria do Arquivo argumentou que "o acesso existe, porém deve ser solicitado com antecedência".
Apesar da riqueza da coleção, com peças únicas da dupla, não há planos para que os itens voltem a ser expostos. "No momento, o espaço do Museu Histórico de Guarulhos é pequeno e não atende às normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)", justifica-se a diretora Maria Zélia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

* Extraído do Portal G1. Imagem: Arquivo Agência Estado. Todos os direitos reservados.

Escritor Sebastião Eduardo publica seu primeiro livro

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O poeta, músico, humorista e trovador Sebastião Eduardo lançou recentemente o seu primeiro livro solo, intitulado "Reminiscências", uma homenagem a Orizona, aos seus amigos, familiares, amores e paixões.
Sebastião lembra com muito entusiasmo de sua escola na infância com as professoras Cali e Coraci, de sua mãe Alvina e do pai Pedro Eduardo, de seus amores Alvina (ex-esposa) e Fátima (atual esposa), o amigo e poeta Zé Conceição, os padres Máximo e Cláudio, além de personalidades orizonenses. Também trás uma mensagem em defesa do meio ambiente e enaltece a sua fé cristã.
O trabalho é prefaciado pela escritora Oliveira Marçal, que em certo trecho destaca "o seu romantismo nato de quem sabe com naturalidade expressar a beleza da poesia de nosso meio e de grande valor literário".  Além do sentimento, o humor é uma marca forte de Sebastião Eduardo, características reveladas nas parcerias com a esposa Fátima, Hélio do Quimba, o irmão José Eduardo, Zé da Conceição, Ivan Diniz, Tião Damas e Welson Tavares.
Fiquemos com um de seus poemas mais populares, o "Juramento de um Pinguço":

Bebi pinga e comi ovo
Numa certa ocasião
Quase morre dessa vez
Com uma baita congestão.

Na volta pra minha casa
Caí fundo numa grota
Se eu não fosse socorrido
Teria 'batido as botas'.

Já penei muito na vida
Já chega de sofrimentos.
Criei vergonha na cara,
Eu fiz um grande juramento:

Vou cumprir minha promessa
Jurei e não volto atrás
Bebo pinga todo dia
Comer ovo... nunca mais.

* Texto e imagem por Anselmo de Lima. Todos os direitos reservados.

Orizona se despede de José Geraldo da Silva

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O município de Orizona e o Estado de Goiás perderam hoje, 9 de setembro, o veterinário José Geraldo da Silva, uma referência no Brasil Central na difusão de tecnologias junto a pequenos produtores. Zé Geraldo, como era mais conhecido, morreu vítima de um câncer. Ele estava em Goiânia quando perdeu a vida e seu corpo foi transladado hoje mesmo para Orizona, onde morava e trabalhava, onde morava desde 1977. Sua morte foi sentida no segmento agropecuário.
Na Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater), onde trabalhou por praticamente toda a sua vida, o presidente da instituição, Luiz Humberto de Oliveira Guimarães, lamentou “a grande perda” e designou uma comissão para acompanhar o seu sepultamento em Orizona, liderada pelo diretor Nivaldo Costa. Zé Geraldo deixa viúva, Sara Soares da Silva, duas filhas e um filho.
Nascido em Campos Alto (MG), em 14 de novembro de 1950, formou-se em Técnico Agrícola em 1971, em Bambuí, Minas Gerais, e logo se mudou para Goiás para trabalhar com extensão agrícola pela Emater. Ingressou na Universidade Federal de Goiás e formou-se em Medicina Veterinária em 1977. A partir daí começou a desenvolver um trabalho de extensão agrícola voltado para a organização da pequena propriedade e com especificação na produção de volumoso de qualidade para consumo animal.
Em 1998, Zé Geraldo, como é conhecido, começou um trabalho com teste de cultivares de milho para utilização de silagem e adubação alternativa para a cultura em pequenas áreas. Desde então, já experimentou mais de 50 variedades de híbridos diferentes de milho. Recentemente realizou ensaios, em vários municípios em Goiás, com mais 30 híbridos de diferentes empresas. A pecuária leiteira deve muito a Zé Geraldo, tendo contribuído para o fomento das diversas raças dentro do perfil dos “índices de produtividade”. 
Era, sem dúvida, referência na alimentação animal, ressaltando sempre a importância da silagem, do pastejo rotativo. Com o pesquisador Arthur Chinelatto, da Embrapa Gado de Leite, desenvolveu o Programa Balde Cheio em Goiás. Com uma delegação de produtores chefiada por João Bosco Umbelino dos Santos, da Faeg, visitou também criatórios nos Estados Unidos, Nova Zelandia e Austrália.
Seu corpo foi velado na Igreja Luz Para os Povos, no bairro Cinelândia, com uma grande presença de lideranças, amigos e familiares e em seguida, sepultado.

José Geraldo, recentemente, concedeu uma entrevista e falou sobre vários assuntos:

BIP - Conte-nos sobre as suas atividades na produção leiteira. Quantos litros produzem por dia os produtores sob sua assistência?
JGS - Em julho de 1977 foi realizado um levantamento de produção de leite em Orizona - GO e era produzido 5.000 litros de leite/dia. Já em 2009, Orizona está produzindo em torno de 200.000 litros de leite/dia. Para se ter uma ideia do trabalho de assistência técnica que foi realizado pela extensão agropecuária aqui, temos como exemplo o produtor de Orizona, Joaquim Pereira dos Santos que, sob nossa assistência em 2007, estava com uma produção de leite de 180 litros/dia com 18 vacas e, em 2009, está com 580 litros/dia com um plantel de 40 vacas.Outro produtor de Luziânia - GO, Ednaldo C. Meireles, que em 2008 tinha 30 vacas com uma produção de 90 litros/dia, está em 2009 com 21 vacas em lactação com uma produção de 210 litros/dia. Todo este ganho é fruto de uma boa organização da propriedade e utilização de técnicas adequadas sob a supervisão de um técnico especializado.
BIP - O seu trabalho na produção leiteira é referência para várias regiões de Goiás, Minas e Distrito Federal. Conte-nos um pouco mais sobre esse trabalho e o que motiva a realizá-lo.
JGS - Iniciamos em Orizona, em 1978, um trabalho com 16 produtores de leite para a difusão do uso da silagem de milho. Em 1984 foram feitos mutirões da ensilagem, mesmo de forma manual, a fim de difundir a técnica na comunidade do Rio do Peixe e para todo o município. Muitos eram incrédulos naquela época. Hoje temos 1300 produtores de leite cadastrados em Orizona e 99% deles utilizam silagem. Hoje temos atuação através de parcerias com prefeituras, empresas oficiais e privadas que apoiam nosso trabalho. Temos grupos de produtores que são orientados nos municípios de Luziânia, Santo Antônio, Gameleira de Goiás, Silvânia, Alexânia, Abadiânia, Corumbá, Caiapônia, Montes Claros, Piranhas, Arenópolis e Orizona.

Fonte: Wandell Seixas/ Assessoria de Imprensa da SGPA.

 
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