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Secretaria Municipal de Educação lança Pacto pela Alfabetização na Idade Certa no Município de Orizona

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DA REDAÇÃO - Foi lançado nesta sexta, 22 de março, em âmbito municipal o PNAIC - Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa. A solenidade foi realizada no auditório do Fórum de Justiça da Comarca de Orizona e contou com a presença do prefeito Felipe Dias e do secretário municipal da Educação Paulo Acácio de Sousa, além dos demais secretários municipais, vereadores, diretores, coordenadores e professores de unidades do município, lideranças comunitárias e estudantes.
O Município de Orizona, que já aderiu formalmente ao PNAIC através da Secretaria Municipal de Educação terá como gestor municipal do pacto o professor Maurílio de Sousa Filho. Na solenidade desta sexta-feira foi apresentado um vídeo institucional (assista no player abaixo) sobre o PNAIC, aconteceram apresentações culturais de estudantes da educação infantil das escolas municipais Parque Infantil Dona Zulmira Gonçalves e Guilhermina Pereira de Freitas. A seguir as autoridades presentes se pronunciaram.
O PNAIC é um compromisso formal assumido pelos governos federal, do Distrito Federal, dos estados e municípios de assegurar que todas as crianças estejam alfabetizadas até os oito anos de idade, ao final do 3º ano do ensino fundamental.
Isto significa que, aos oito anos de idade, as crianças precisam ter a compreensão do funcionamento do sistema de escrita, o domínio das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos, a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de textos escritos.
No Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, quatro princípios centrais serão considerados ao longo do desenvolvimento do trabalho pedagógico:
1. o Sistema de Escrita Alfabética é complexo e exige um ensino sistemático e problematizador;
2. o desenvolvimento das capacidades de leitura e de produção de textos ocorre durante todo o processo de escolarização, mas deve ser iniciado logo no início da Educação Básica, garantindo acesso precoce a gêneros discursivos de circulação social e a situações de interação em que as crianças se reconheçam como protagonistas de suas próprias histórias;
3. conhecimentos oriundos das diferentes áreas podem e devem ser apropriados pelas crianças, de modo que elas possam ouvir, falar, ler, escrever sobre temas diversos e agir na sociedade;
4. a ludicidade e o cuidado com as crianças são condições básicas nos processos de ensino e de aprendizagem.
Dentro dessa visão, a alfabetização é, sem dúvida, uma das prioridades nacionais no contexto atual, pois o professor alfabetizador tem a função de auxiliar na formação para o bom exercício da cidadania. Para exercer sua função de forma plena é preciso ter clareza do que ensina e como ensina. Para isso, não basta ser um reprodutor de métodos que objetivem apenas o domínio de um código linguístico. É preciso ter clareza sobre qual concepção de alfabetização está subjacente à sua prática.
Para garantir as metas do pacto, será oferecidos curso presencial de 2 anos para os professores alfabetizadores, com carga horária de 120 horas por ano, baseado no Programa Pró-Letramento, cuja metodologia propõe estudos e atividades práticas. Os encontros com os Professores alfabetizadores serão conduzidos por Orientadores de Estudo.
Os Orientadores de Estudo são professores das redes, que farão um curso específico, com 200 horas de duração por ano, ministrado por universidades públicas. Em Goiás, a instituição responsável pela formação será a UFG - Universidade Federal de Goiás.
Além da formação dos educadores, materiais didáticos específicos para a alfabetização serão fornecidos, como livros didáticos e respectivos manuais do professor, obras pedagógicas complementares aos livros didáticos e acervos de dicionários de Língua Portuguesa, jogos pedagógicos de apoio à alfabetização, obras de referência, de literatura e de pesquisa, obras de apoio pedagógico aos professores e jogos e softwares de apoio à alfabetização.

Fotos: Anselmo Di Lima.

Acervo escondido de Tonico e Tinoco contém Título de Cidadania Orizonense

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Desconhecido por muitos, um importante acervo da dupla sertaneja Tonico & Tinoco está guardado em um depósito do Arquivo Histórico Municipal de Guarulhos, na Grande São Paulo, à espera de condições para voltar a ser exposto. São chapéus e calças coloridas usados pelos artistas em suas apresentações, folders de antigos shows (muitos deles em circos), discos, revistinhas com letras de músicas, certificados (como o que lhes confere o TÍTULO DE CIDADÃO DE ORIZONA-GO), troféus e fotos históricas.
O material foi doado a Guarulhos ainda nos anos 1970. "Em gratidão pelo fato de a dupla fazer várias apresentações na cidade e ter criado vínculos afetivos com violeiros daqui", explica a diretora do Arquivo, Maria Zélia de Brito Souza. "Eles sempre tocavam na Festa em Louvor a Nossa Senhora de Bonsucesso, todos os anos."
Do início dos anos 1980 até o ano 2000, as peças ficaram expostas no Museu Histórico de Guarulhos, em uma sala dedicada à música de raiz. Então, por causa de pendências judiciais, o museu precisou mudar de endereço, para um prédio menor. Nessa época, a coleção sertaneja deixou de ficar exposta e o material daquela que por muitos é considerada a mais importante dupla sertaneja brasileira acabou sendo levada para o Arquivo Histórico. "Todas as peças que não puderam estar em exposição estão sob a guarda técnica do Arquivo", explica Maria Zélia.
Na manhã do dia 8, a reportagem esteve na instituição, solicitou informações sobre o acervo e pediu para conferir o material. Funcionários do Arquivo então trouxeram cinco panfletos, cinco fotos, um pôster autografado pela dupla, dois livrinhos de moda de viola e um certificado - uma pequena parte da coleção.
"O restante você não poderá ver hoje porque precisamos arrumar, tirar a poeira", afirmou a diretora do Arquivo, emendando em seguida. "Quer dizer, precisamos verificar se tem poeira." Só ontem o material completo foi exibido. Por e-mail, a diretoria do Arquivo argumentou que "o acesso existe, porém deve ser solicitado com antecedência".
Apesar da riqueza da coleção, com peças únicas da dupla, não há planos para que os itens voltem a ser expostos. "No momento, o espaço do Museu Histórico de Guarulhos é pequeno e não atende às normas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan)", justifica-se a diretora Maria Zélia. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

* Extraído do Portal G1. Imagem: Arquivo Agência Estado. Todos os direitos reservados.

 
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